Mulher que preparou marmita suspeita diz que não passou mal com alimento

Uma mulher se apresentou voluntariamente ontem à delegacia e prestou depoimento no qual disse que ela e sua família não passaram mal após consumir o mesmo alimento entregue a moradores de ruas em Itapevi.

Ontem, a polícia confirmou que duas pessoas morreram após receberem marmitas que estariam contaminadas. Um cachorro também veio a óbito após ingerir a comida. Além deles, dois menores de idade (uma menina de 17 anos e um menino de 11) estão internados pelo mesmo motivo depois que o pai do menino levou a comida para casa.

Em seu depoimento, a mulher contou que há dez anos participa como voluntária de um programa que prepara e distribui marmitas na região. Ela se apresentou à delegacia para prestar esclarecimentos depois que identificou o seu carro nas imagens transmitidas em reportagens de televisão.

Em sua versão, a voluntária disse que, como de costume, ajudou a cozinhar as marmitas e participou da distribuição. Ela ainda alegou que todos os membros de sua família consumiram o mesmo alimento no dia do incidente e não passaram mal. Cerca de 50 marmitas foram preparadas.

A mulher, que não teve a identidade revelada, foi liberada após prestar depoimento. A polícia não informou se ela indicou as outras pessoas que participaram do preparo, mas ainda hoje outras testemunhas serão ouvidas.

Ontem, o delegado de Itapevi responsável pelo caso, Aloysio Ribeiro, disse que nenhuma hipótese é descartada.

“Tem comida de uma semana que está lá com eles. Pode ser essa comida estragada, que pode ter causado esse óbito, assim como pode ser uma contaminação proposital, um envenenamento. Só os laudos vão ajudar a dar uma resposta”, disse.

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